CAPÍTULO 2:
A ALQUIMIA DO CASAMENTO DO ESPÍRITO
Este capítulo é, essencialmente, um resumo dos princípios básicos de O Casamento do Espírito, visando dar aos leitores um contexto para a compreensão de alguns dos conceitos esotéricos que estão desenvolvidos em toda a primeira parte. Aqui nós veremos: o princípio de unificação dos opostos e seu contexto histórico; as raízes do Casamento do Espírito; a natureza da iluminação; o potencial para o novo paradigma de despertar espiritual; e os benefícios práticos do que denominamos ‘processamento’, que é como aplicamos os princípios em nosso dia-a-dia. Além disso, aprenderemos a convidar a graça para nossas vidas.
UNIFICAÇÃO DE OPOSTOS
O Casamento do Espírito é o nome que dei a um seminário que ministrei diversas vezes a partir de 1988. Refere-se a um conjunto de princípios e de técnicas que possuem raízes nos antigos ensinamentos da reconciliação e unificação de opostos. Os ensinamentos são baseados em informação que, inicialmente, me foi passada durante um período de várias décadas por mestres incorpóreos. Através da leitura de antigas escrituras e de livros de psicologia moderna, estudando com dois professores no início dos anos 80 e através de minhas próprias experiências, acabei por validar a verdade desses princípios antigos.
O Casamento do Espírito é um curso de ajuda para o seu despertar espiritual. Os ensinamentos são uma forma de recriar equilíbrio e harmonia em meio à consciência comum do dia-a-dia. Eles são uma forma muito simples de endereçamento e limpeza de padrões egóicos condicionados. As técnicas têm o potencial de criar um alívio imediato dos problemas que surgem em nossas vidas a partir de situações emaranhadas, limitadas e inconscientes em nossos padrões. Reservando algum tempo para limpar esses padrões emocionais-mentais, criamos a possibilidade de vivenciar nossa essência espiritual mais diretamente. No passado, quando comecei a usar as técnicas comigo mesma, fiquei surpresa com seu poder de criar mudança imediata e permanente. Eu as venho utilizando há anos e ainda as uso, e continuo maravilhando-me com sua eficácia.
As três técnicas apresentadas na segunda parte são novas e originais, emergindo aqui em uma forma diferente daquela na qual os princípios foram utilizados em épocas antigas. Elas emergem em uma forma projetada especialmente para o mundo ocidental, mais mentalmente orientado, e são principalmente, apesar de não totalmente, técnicas mentais fáceis de fazer. A idéia é que, como os ocidentais são tão desenvolvidos mentalmente, se use a mente para ajudar a equilibrar e a purificar a própria mente. Sri Ramakrishna, um santo indiano que viveu no século dezenove, referiu-se a esse princípio quando disse que se você tem um espinho em seu pé, você pega outro espinho para remover o primeiro, e aí joga os dois fora. Com as técnicas simples da unificação de opostos, podemos desfazer os nós da mente e deixá-los ir completamente, permitindo que entre a luz clara da realidade.
O princípio primário é este – através da unificação dos opostos presentes em nossa consciência, retornaremos ao nosso estado original de unidade.
A consciência neste mundo é polarizada em pares opostos. Vemos opostos à nossa volta e mantemos estados de mente que são opostos polarizados. Alguns exemplos dos mais óbvios pares de opostos que a maioria das pessoas mantêm são: bem-mal, certo-errado, dor-prazer, ganhar-perder. Existem muitos mais, como você verá nos capítulos subseqüentes. É possível encontrar a unidade inerente por trás de todos os pares de opostos em nosso interior. Encontrar a unidade é um despertar para um estado de consciência mais expandido e para a nossa essência espiritual. E esse, com suas muitas ramificações para nossa consciência, é o significado das técnicas.
A ORIGEM DA UNIFICAÇÃO DE OPOSTOS
A origem histórica deste princípio está evidente de várias formas em grande número de diferentes religiões e tradições – apesar de ser mais evidente em algumas do que em outras.
Vamos ver algumas.
Na antiga tradição taoísta chinesa, o princípio de opostos é muito claramente revelado no diagrama do símbolo yin-yang (fig. 2.1). Neste símbolo maravilhosamente explícito, os lados preto e branco se enroscam um em torno do outro em perfeito equilíbrio, passando a sensação de opostos pertencentes a um todo unificado, contidos dentro do círculo da eternidade. Como disse Carl Jung: “Quando yang chega à sua força máxima, o poder obscuro de yin nasce em suas profundezas. Pois a noite começa ao meio-dia, quando yang se desfaz e começa a mudar para yin” (Collected Works, vol.13, parágrafo 13).
No Tantra, que significa equilíbrio de opostos, o ideal de unidade é simbolicamente expresso através da união de Shiva e Shakti, ser e manifestação, masculino e feminino. Na prática tradicional de ioga tântrica, a unificação dos opostos é geralmente vivenciada em uma forma física. A figura 2.2 simboliza a maneira através da qual as separações que existem dentro do reino físico são capazes de se reunificar em gesto e ação.
No Bhagavad Gita, a escritura principal do Hinduísmo, Krishna fala a Arjuna sobre a unificação de opostos. Ele diz: “Você deve estar livre dos pares de opostos. Posicione sua mente na tranqüilidade”.
No Budismo, um dos principais princípios é aquele do Caminho do Meio. O Buda defendia que caminhar entre os extremos dos pares de opostos era o caminho para a iluminação, ou Nirvana.
Um exemplo da literatura cristã está no texto gnóstico, OEvangelho de Tomé, descoberto em 1945 em
Nag Hamadi, Egito, que se acredita ter sido produzido por volta de 140 d.C.: “Jesus disse a eles: quando vocês fizerem dos dois um, e quando vocês fizerem do interior o exterior, e do exterior o interior, e do acima como o abaixo, e quando vocês fizerem do macho e da fêmea um único, de modo que o macho não seja macho e a fêmea não seja fêmea, então vocês adentrarão [o Reino]”.
Apesar dos ensinamentos da Bíblia cristã não enfatizarem o princípio da unificação dos opostos, existem muitas referências a ele. Uma das referências mais explícitas está em Isaías 11:6-10, que implica em que o conhecer a Deus vem quando os opostos são unificados: “O lobo também morará com a ovelha, e o leopardo deitar-se-á com a jovem cabra; e o bezerro e o jovem leão estarão juntos; e uma criança pequena os guiará. A vaca e o urso pastarão; seus pequenos deitar-se-ão juntos; e o leão comerá palha como o boi; o bebê brincará perto do ninho de cobra, e a criança desmamada porá sua mão na toca da víbora... Pois a Terra será plena com o conhecimento do Senhor, assim como as águas cobrem o mar.”
De fato, apesar das três principais religiões monoteístas – Cristianismo, Judaísmo e Islamismo – não enfatizarem a reconciliação dos opostos, sua crença em um só Deus é por si só um reconhecimento de Deus como o estado absoluto de unidade.
O ensinamento da unificação de opostos é claro também no misticismo islâmico, ou Sufismo, e no misticismo judaico, ou Cabala. Um mestre sufista, Hazrat Inayat Khan, é citado em “Sufismo Universal”: “Purificação mental significa que as impressões tais como bom e mau, certo e errado, ganho e perda, prazer e dor, estes opostos que bloqueiam a mente, devem ser esclarecidos vendo os opostos destas coisas. Então se pode ver o inimigo no amigo, e o amigo no inimigo. Quando pudermos reconhecer o veneno no néctar e o néctar no veneno, será o tempo em que a morte e a vida tornam-se um também. Os opostos não mais permanecerão como tal.”
Como Daniel C. Matt declara na “Cabala Essencial”, em sua discussão sobre a absoluta não-diferenciação: “Nos mais profundos níveis de divindade, todos os opostos e distinções se desvanecem, sobrepujados pela unidade”.
No contexto da psicologia moderna, Carl Jung escreveu extensamente sobre a unificação dos opostos. Por exemplo: “Nada pode existir sem o seu oposto; os dois eram um no início e o serão novamente no final” (Collected Works, Vol. 9, Parte 1, Parágrafo 178). E também: “Portanto o sábio aperfeiçoado liberta-se dos opostos, tendo visto através de sua conexão um com o outro e sua alternância” (Collected Works, Vol. 6, Parágrafo 363). E ainda: “O Ramayana diz, ‘este mundo deve sofrer sob os pares de opostos para sempre’. Não permitir a si mesmo estar influenciado pelos pares de opostos, mas... elevar-se acima deles, é uma tarefa ética essencial, pois a libertação dos opostos leva à redenção” (Collected Works, Vol. 6, Parágrafo 195).
Se você está ficando curioso sobre como funciona esse princípio esotérico em termos práticos, pode começar a ler a introdução da segunda parte e o Capítulo 9 (Polaridades – o primeiro capítulo da Parte Dois) a qualquer momento. Ele apresenta a primeira técnica dos ensinamentos de O Casamento do Espírito e oferece simples instruções para a aplicação da unificação dos opostos à sua vida cotidiana. Eu recomendo, no entanto, que volte à Parte Um, os princípios, para obter conhecimento de como funcionam as leis espirituais que apóiam as técnicas.
POR QUE O CASAMENTO DO ESPÍRITO?
Casamento é a mistura mística e sagrada de dois elementos diferentes e aparentemente opostos. Os princípios contidos neste livro nos ensinam a respeito da unidade do espírito inerente por detrás de tudo na vida. Tradicionalmente pensamos em casamento como uma junção externa de duas pessoas, um homem e uma mulher. De fato, durante a cerimônia de casamento, as energias dos dois parceiros são fundidas em uma só energia. Apesar de cada um dos indivíduos reter também sua singularidade, isto cria, em nível das duas pessoas individualizadas, uma nova energia unificada. Esse paradoxo de unidade versus singularidade é o grande mistério de nossa natureza espiritual. A fusão de opostos é a alquimia da transformação.
O termo casamento também é usado por respeito aos princípios deste livro, com o objetivo de passar a profundeza total de possibilidades disponíveis para a unificação de nossos próprios aspectos masculino e feminino interiores. No caminho para o despertar, é importante que façamos isto. Não é apenas uma integração, mas também uma fusão alquímica de todos os opostos que guardamos em nossas mentes. O focar na criação de unidade e igualdade entre masculino, feminino e todos os opostos em nosso interior, é uma parte essencial do trabalho de transformação.
Na iluminação, esse casamento também acontece. Nossa consciência permanece em unidade, mas ainda assim retemos nossa singularidade individual. Unidade não significa uniformidade; a mente desperta tem a habilidade de ver a unidade e ainda assim viver dentro da diversidade da vida. Esse paradigma é conhecido como unidade na diversidade. O princípio de que o todo é maior que a soma de suas partes é um profundo aspecto do mistério da vida espiritual. Ele implica que enquanto reconciliamos todos os opostos em nossa consciência, algo novo, um terceiro elemento, a presença do pano de fundo da unidade, nasce em nosso interior, para além dos estados de dualidade que tínhamos quando começamos o trabalho. Este é o nosso despertar para a presença da unidade. Paradoxalmente, a unidade está sempre presente conosco; apenas estamos distraídos demais, pela complexidade da vida, para vê-la. Quando revisitamos esse estado de unificação, retornamos ao todo enquanto vivemos aqui neste mundo extraordinário.
O CASAMENTO DO ESPÍRITO EM CONTEXTO
As raízes de O Casamento do Espírito encontram-se na importante prática da investigação, no olhar para o interior para compreendermos e conhecermos a nós mesmos. A auto-investigação é uma das muitas ferramentas essenciais para a verdadeira transformação e iluminação.
O Casamento do Espírito é um método nascido da síntese de várias disciplinas, conhecidas por suas maneiras diferentes da prática de auto-investigação, mas ainda assim mostra uma manifestação completamente diferente a partir de suas raízes. O método nasce de muitas maneiras de uma mistura de: 1) ioga tântrico, o ioga do equilíbrio dos opostos; 2) jnana ioga, o ioga da mente, ou tornando a mente una com Deus; e 3) psicologia moderna.
A conexão de O Casamento do Espírito com o ioga tântrico é que ambos utilizam o princípio da unificação dos opostos para criar equilíbrio, harmonia e unidade. Entretanto, diferente do ioga tântrico tradicional, que geralmente envolve a vivência física das polaridades para encontrar-se a unidade, O Casamento do Espírito é, principalmente, uma abordagem mental para equilibrar os opostos.
Os ensinamentos e técnicas de O Casamento do Espírito também se encontram estreitamente alinhados com jnana ioga, ou auto-investigação. A semelhança com jnana ioga tem a ver com a descoberta de quem somos, na fonte, em vez de na superfície, e com a continuidade da investigação para dentro de nossa percepção, até que encontremos a unidade inerente na mente.
A semelhança com a psicologia moderna está na disposição para mergulharmos e vermos nossos próprios padrões inconscientes de personalidade e também em permitirmos que esses padrões se reorganizem. Como mencionado no prefácio, a distinção entre O Casamento do Espírito e a psicologia está no fato de que O Casamento do Espírito se fia não apenas no desembaraço dos nós da mente, mas também no dom da graça. Fazer o trabalho interior é importante, mas em algum ponto nós temos de entregar toda a lição ao poder misterioso de cura do Espírito para trazermos mudanças verdadeiras em nossas vidas. Através da graça, o Espírito fornece as mudanças que buscamos.
O Casamento do Espírito derruba as paredes de nossas próprias limitações internas fazendo do inconsciente consciente, trazendo a sombra até a luz e casando o espírito com a matéria. O Casamento do Espírito trata do tornar-se consciente do centro de iluminação que está dentro de cada um de nós.
O QUE É ILUMINAÇÃO?
Iluminação tem sido conhecida por muitos nomes – consciência cósmica, auto-realização, realização de Deus, liberação ou despertar. Poderia ser descrita como um estado místico porque parece estar emanando do mistério do ser, além de nossa consciência cotidiana, e também porque é muito rara neste mundo. Ainda assim é uma maneira muito sã e aterrada de estar-se no mundo.
Todos detêm um cerne interior de consciência iluminada mas, em geral, a maioria das pessoas está inconsciente disso. Aqueles que atingiram consciência de sua iluminação são freqüentemente postos em um pedestal, como se estivessem além da vida. É certamente um estado bem diferente de qualquer outro vivenciado pela maioria das pessoas. Ainda assim, ele está apenas aparentemente além deste mundo. De fato, aqueles que detêm essa maneira de percepção estão ligados a esse mundo e mais dedicados à vida do que a maioria das pessoas. O que o estado realmente fornece a alguém é uma profundidade, uma penetração na alma de toda a humanidade. É por isso que indivíduos iluminados são, freqüentemente, humanitários ou mestres. Eles encontraram uma perspectiva mais profunda na vida e estão familiarizados com seu significado mais profundo. O estado de iluminação é o futuro da humanidade. É o que nos tornaremos quando crescermos e evoluirmos para a totalidade de nossa consciência de alma e além.
O estado de iluminação é vivenciado como uma percepção da unidade da totalidade da vida que a tudo abarca. É a consciência de que somos todos um, interconectados em níveis mental, emocional, físico e espiritual, mantidos e contidos pela essência do ser. Uma pessoa iluminada percebe a essência coesiva como a fonte que dá luz à existência do universo como nós conhecemos. O estado de iluminação mostra-se como um estado de naturalidade e facilidade em muitos níveis. É um estado onde o turbilhão interior cessou, onde o conhecimento da verdade da existência está sempre presente. É um profundo importar-se e uma ausência de medo. É um conhecimento visceral de si mesmo como a encarnação da presença unificada. Em última análise, iluminação não pode ser descrita em palavras, apenas vivenciada.
A HORA É AGORA – UM NOVO PARADIGMA
As pessoas em busca de iluminação costumavam separar-se da vida mundana. Isto significava que havia seres extremamente iluminados vivendo, em grande parte, em isolamento da sociedade e freqüentemente em mosteiros ou no topo de montanhas. Isto não é mais, necessariamente, o que o Espírito pede de nós.
Chegamos a uma época nova e diferente;
nascemos para iluminar o plano físico, o corpo e a personalidade,
enquanto vivendo e trabalhando no mundo.
Nesta época devemos abrir o plano físico e receber a consciência iluminada diretamente para dentro da personalidade e do corpo. Apesar de ter me refugiado do mundo durante minha pseudo-experiência de caverna em Los Angeles, em 1986-88, não foi a vivência de décadas de isolamento da experiência tradicional de caverna no Himalaia. Foi em uma cidade grande e por um período relativamente curto. Considero que foi um passo na direção de ligar o velho modo com o novo. Além disso, meus guias me disseram que o que me custou dez anos entre as décadas 70 e 80, levaria dois anos para outros, no futuro.
Nós estamos sendo convidados a abrir e a purificar a personalidade, a trabalhá-la em direção a um estado mais livre, tramado visivelmente no tecido do mundo. Essa expressão de iluminação integrada com a vida mundana irá muito provavelmente catalisar mudanças no meio ambiente e nas instituições como o governo, a educação, as estruturas sociais etc.
Neste momento estamos presenciando um despertar espiritual sem precedentes em muitas almas, já que muitas estão agora focadas neste processo de transformação e de autodescoberta. Vemos evidências desta focalização em quase todos os lugares, desde o número crescente de livros de auto-ajuda e de temas espirituais na lista de bestsellers do New York Times, ao número crescente de pessoas que aprendem a meditar, e à proliferação de comunidades espirituais florescendo nos quatro cantos do mundo. Há uma revolução enorme e silenciosa acontecendo em um segmento da população. Um número cada vez maior de pessoas está tentando achar seu verdadeiro eu em meio à visão desumanizante e mecanizada da cultura ocidental. Existe um sentido palpável de urgência espiritual – um desejo em muitos de nós de reconectar-se com o Espírito, com a energia onipresente que cria e flui através da vida neste planeta.
Enquanto mais e mais pessoas despertam para sua iluminação, também se torna óbvio como a unidade e a singularidade são capazes de expressar suas perfeições únicas de forma diferente através de cada alma. Para cada indivíduo que desperta, há uma expressão diversa de consciência iluminada neste mundo. Como resultado desta elevação em massa da consciência, uma nova maneira de viver está emergindo. Assim emerge o nascimento de um novo paradigma.
Este é o paradigma conhecido como unidade na diversidade.
Unidade é uma presença energética que é vista fluindo através de todas as coisas, por toda a diversidade da vida – pessoas, plantas, pedras, a terra, o céu, enfim, qualquer coisa que se possa nomear. É um paradigma diferente daquele em que agora vivemos, no sentido de que é o fluxo de vida vindo da unidade, e a unidade é a autoridade interior em cada pessoa. Nesse paradigma, cada um de nós torna-se a própria autoridade, nossa própria fonte de conhecimento de que estamos todos diretamente conectados à fonte. Algumas pessoas chamam isto de ir diretamente a Deus. A implementação deste novo paradigma resultará em uma completa igualdade e respeito pelas diferenças encontradas neste mundo, dando completa validação a todas as diversas formas.
O sistema em que agora vivemos é o da autoridade de uma pessoa jogada contra outra, uma autoridade de dominação contra submissão, baseada na vontade humana e vivida na separação. É esse velho paradigma que é o paradigma de polaridades vistas como opostos – matéria contra espírito, superioridade contra inferioridade, forte contra fraco.
Viver no novo paradigma é poder viver dentro e fora das polaridades – ao mesmo tempo. O novo paradigma da consciência é a nossa capacidade de ver que todos os opostos podem também ser vistos como complementos, cada qual realçando o outro. Vendo-os desta forma, possibilitamo-nos penetrar a unidade que jaz sob todas as polaridades, e isto é o início da iluminação.
Após estarem disfarçados em termos poéticos e misteriosos por séculos para o reconhecimento de uns poucos escolhidos, os ensinamentos da iluminação não mais se encontram cobertos pela privacidade de mosteiros e de topos de montanhas. No momento, a informação está mais disponível e acessível do que em qualquer outra época anterior. Os ensinamentos emergem simplificados, mais diretos, compreendidos com maior facilidade e mais praticidade para o mundo moderno.
Talvez a razão para isto seja porque esta é uma época sem precedentes de massa crítica em nosso mundo. Coletivamente, o grau de ignorância de nossa conexão com o Espírito parece ter alcançado seu zênite. Nossa sociedade tecnológica parece oscilar precariamente à beira de crises globais tais como acidentes nucleares, conflitos nucleares, excesso de população, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, devastação, erradicação de espécies, além de outros desastres ecológicos e epidemias como a AIDS.
Em épocas como esta existe um potencial crescente, e mesmo uma necessidade imperativa, para que um grande número de almas desperte a uma consciência humana nova e mais equilibrada. Para aqueles que estão perturbados por essas crises globais, a forma mais profunda de contribuir é praticando a auto-investigação e a purificação do próprio ego. Na medida em que nossa consciência se fortalece e detemos uma intenção em conjunto com outros para a transformação global, nossa intenção conjunta começa a afetar a consciência coletiva. Algumas pessoas podem conhecer isto como o princípio do centésimo macaco. Eu gosto de chamar este princípio de “o poder do um” porque ele reflete o poder inerente à mente do um – da mente universal, unificada, que é comum a todos nós em algum nível. “O poder do um” foi originariamente um romance escrito pelo sul-africano Bryce Courtenay, que mais tarde tornou-se um filme, e é sobre como o poder de um indivíduo pode realmente fazer a diferença.
Através da história muitas previsões foram feitas sobre o advento de uma época como a nossa. Sábios e videntes de muitas tradições, incluindo maia, inca e americana nativa, profetizaram a perda do conhecimento divino e a ascensão da mente racional e tecnológica (arraigada na crença de nossa desconexão com o Espírito), como o estado prevalecente para a nossa época corrente. A viagem da humanidade, em termos de consciência, está sempre em um ciclo da luz para a escuridão e de volta à luz – da ignorância, de volta ao conhecimento do Divino. Eu, também, vejo que estamos presentemente em um ponto de virada no ciclo de ignorância. Sua conclusão está anunciando a viagem de volta à sabedoria e à conexão. Esta é a época em que agora estamos adentrando.
Tradicionalmente, é durante as épocas de escuridão e ignorância que temos maiores chances de sermos visitados por seres iluminados. E é também durante tempos de escuridão que há um ímpeto maior na direção do despertar. Um número enorme de pessoas por todo o mundo, especialmente no Ocidente, está presentemente no caminho espiritual, e sua viagem de volta à verdade, ao amor e à integridade interior já teve início. Agora é a hora do despertar de muitos.
O QUE É PROCESSAMENTO E POR QUE FAZÊ-LO?
Processamento é uma forma de auto-investigação. O termo processar significa examinar e indagar profundamente a natureza de nosso padrão condicionado e desequilibrado, com a intenção de descobrir a verdade. Processamos nossa consciência para nos tornarmos mais purificados e para encontrarmos nossa integridade.
Por que escolheríamos examinar e processar nossa consciência em certos pontos durante o curso de nossas vidas? O que há sobre a vida que nos faria sentir a necessidade de adicionar essa atividade em particular aos nossos horários já carregados? Além de praticar o poder do um para o bem do mundo, a verdade é que possuímos um desejo forte e inerente de encontrar a nós mesmos, de descobrir quem somos. Ansiamos por descobrir mais sobre nós mesmos, já que nos sentimos tão limitados e queremos aumentar nossos recursos. É justamente porque nossas vidas estão mais longas que precisamos fazer o trabalho. Precisamos soltar toda a bagagem irrelevante e alinhar o sistema mente, corpo e emoções para fazer uso máximo de nosso tempo e energia. Para funcionarmos no melhor de nossa capacidade neste mundo, precisamos estar dispostos a liberar algumas coisas e a fazer o trabalho de purificação para abrirmos espaço para esse novo passo da vida.
As energias, movendo-se para dentro do mundo e através de todos nós, no momento, refletem uma evolução enormemente acelerada. Temos de aprender a lidar com esse passo, gostemos ou não. As coisas mudaram tanto nas últimas décadas que o que aprendemos na infância está completamente obsoleto agora. O processamento nos possibilita uma consciência mais fluida e capacidade para fluir com as mudanças na vida diária. Ele nos libera da prisão do passado e da luta com nossas metas futuras. Uma consciência clara é a ferramenta mais valiosa nesta vida. Ela nos possibilita lidar com os desafios da vida com real eficácia. Significa que nossa consciência está mais flexível e livre. Temos os recursos de insight, criatividade, energia enormemente aumentada, e uma intensidade de propósito tal que pode levar-nos ao sucesso em qualquer situação de vida que busquemos. Estar-se rígido, bloqueado, sem inspiração e energia, é um beco sem saída no mundo moderno.
O processamento refere-se à criação de equilíbrio na mente, emoções e corpo. Na viagem partindo da ignorância em direção ao conhecimento, todos são de igual importância. A mente ocidental, especialmente, é extremamente ocupada e indisciplinada. A consciência da mente deve ser limpa e aquietada se quisermos ver a verdade e abrir-nos para a sabedoria. O processamento e a limpeza do turbilhão emocional significam liberação de toda a reatividade antiga de memórias emocionais guardadas. Isso leva a um refinamento da consciência do coração e possibilita a expressão das emoções superiores – estados tais como gratidão, amor incondicional, generosidade, humildade, compaixão e perdão (no Capítulo 10 – Triângulos, veremos mais profundamente esses estados emocionais superiores e ofereceremos maneiras fáceis e práticas de trazê-los para nosso dia-a-dia. Para uma rápida prévia de uma lista mais longa de estados emocionais superiores, consulte o Capítulo 10 – Parte Dois). Através do processamento, o corpo físico também muda, porque as camadas mentais e emocionais que obscurecem a percepção do corpo físico são derretidas. A limpeza da consciência do corpo revela seu estado original de equilíbrio e harmonia e nos ajuda a libertar apegos ao corpo físico transitório.
O processamento é uma maneira única de libertação. Não estamos fazendo algo novo com o processamento; estamos derretendo o velho. Com o tempo, o processamento é poderosamente eficaz para revelar estados mais profundos de quietude interna e externa, revelando o que é conhecido no Oriente como o estado de samadhi, um estado de consciência de unidade, que discutiremos com mais detalhes posteriormente, no livro.
O processamento também é uma forma de revelação do inconsciente, o que nos ajuda a liberar os desequilíbrios na mente. Tradicionalmente têm havido numerosas maneiras de revelação inconsciente – por exemplo, análise de sonhos, renascimento e regressão a vidas passadas. Esses são modos populares e válidos de expansão de consciência. Os métodos de O Casamento do Espírito, na segunda parte, são uma forma diferente e incomum de examinar-se o inconsciente.
O processamento é um caminho muito rápido para o despertar espiritual. Quando o Espírito me transmitiu este ensinamento, disse-me que seria de muita necessidade para os tempos acelerados em que vivemos. Porque as técnicas são principalmente exercícios mentais, elas nos possibilitam mudar de consciência rapidamente – na mente. Nós ativamente engajamos os desequilíbrios na mente e os purificamos. Quando não fazemos este tipo de trabalho interno de limpeza, geralmente temos de vivenciar no mundo físico as lições que encarnamos para aprender. Essa é uma abordagem mais passiva e vagarosa. Fazendo o trabalho de limpeza mental (escrevendo em um diário) sistematicamente, aprendemos a lição sem termos que vivenciá-la fisicamente, o que significa que poupamos enormes quantidades de tempo no processo de despertar. Isto é especialmente benéfico, se queremos despertar mais rapidamente.
O processamento nos torna capazes de aumentar nosso fluxo de energia. Na medida em que limpamos padrões entrincheirados, acontece uma tremenda liberação de energia presa, física, mental e emocional. Você também encontrará, através do processo de limpeza, a liberdade para expressar esse nível renovado de energia em sua vida. Quanta coisa torna-se possível quando possuímos energia em abundância.
Em termos de nosso crescimento espiritual, essa abundante energia eleva nosso nível de atenção, permitindo acesso a insights e à sabedoria mais profunda que se encontram naturalmente presentes em nós. Sabedoria e insight já existem em nós. Não temos de aprendê-los. Mas é necessária energia em abundância para resgatar-se aqueles níveis menos acessíveis e de vibrações mais altas de consciência. Precisamos da energia para decolar, para ganhar altitude na vida. Fazendo o trabalho de limpeza, nossa vibração geral torna-se mais rápida e nossa atenção é elevada a um nível mais refinado de percepção. Energia abundante liberada traz alegria para a vida e torna-se divertido compartilhar com outros. A energia convida à criatividade e traz inspiração.
ATÉ ONDE VOCÊ QUER PROSSEGUIR COM O PROCESSAMENTO?
O quanto você quer prosseguir com o trabalho de purificação é uma questão de escolha e depende dos compromissos que está pronto a assumir. A limpeza se dá gradualmente, ganhando mais momentum com o tempo e criando mini-despertares no decorrer do caminho. A limpeza parcial introduzirá mais despertar em sua consciência e melhorará as suas circunstâncias de vida. Cada um deve escolher por si mesmo as áreas da personalidade a serem enfocadas e o quanto de limpeza fazer. Na medida em que as pessoas se purificarem, começam a obter sucesso em qualquer área que resolvam se aplicar. Em outras palavras, antes de despertar para o estado iluminado ou cósmico, você primeiro torna-se muito criativo, inspirado, energizado pela vida e impecável. Essas são as qualidades que fazem o sucesso no mundo material e no caminho para a iluminação.
Muitas pessoas que praticaram as técnicas de O Casamento do Espírito floresceram e desenvolveram carreiras de grande sucesso porque era aquilo que buscavam. Entretanto, seu sucesso é um sucesso gerado por um fluxo de luz, advindo de seu centro de inspiração e plenitude interior. Não é um sucesso incentivado por metas e ambições externas, que advêm de um sentido de vazio interior e que raramente são preenchedoras e plenamente satisfatórias. Em algum ponto do fazer deste trabalho, a pessoa deve escolher direcionar-se para a experiência direta e consciente de união com o ser onipresente, que é o total despertar ou iluminação.
Foi o santo indiano do século dezenove, Sri Ramakrishna, que afirmou que nenhuma pedra deve ficar sem ser virada no decorrer do despertar completo, e em minha percepção isto inclui o exame total da personalidade. Entretanto, o processamento da personalidade funciona com a mesma eficiência para o indivíduo que simplesmente deseja virar algumas pedras problemáticas. Porque as técnicas de O Casamento do Espírito evoluem através de diferentes níveis, desde um nível simples, iniciante, até a um nível mais complexo e avançado, elas podem ser usadas para o fim que você escolher. Se estiver buscando o despertar, com o tempo você terá que olhar para cada mínimo aspecto da personalidade.
OS BENEFÍCIOS DO PROCESSAMENTO
Existem muitos benefícios no processamento, que vão desde o concreto e material até o espiritual. Na medida em que prossegue no livro e aprende a processar, tente notar quais melhoras estão se manifestando em sua vida. A seguinte lista mostra alguns benefícios do processamento.
Benefícios materiais:
Menos atritos de personalidade com os outros
- Cura de traumas físicos, mentais ou emocionais – passados ou presentes
- Capacidade aumentada para lidar dignamente com a raiva e outras emoções voláteis (suas e dos outros)
- Maior harmonia e equanimidade dentro e fora
- Mais energia para utilizar para as coisas que lhe trazem felicidade
- Menor sensação de exaustão
- Maior nível de produtividade
- Mais criatividade
- Melhores aptidões comunicativas
- Vocabulário aumentado
- Habilidade para resolver conflitos com mais facilidade
- Habilidade para liberar padrões de comportamento contraproducentes, obsessivos e autodestrutivos
- Maior tolerância, amor, compaixão e apreciação por outras pessoas e pelo mundo à sua volta
- Trabalho mais pleno
- Relacionamentos mais satisfatórios
- Habilidade para liberar negatividade e medo
- Fluxo aumentado de abundância
- Espírito de generosidade aumentado
- Maior focalização, consciência e insight
Benefícios espirituais
- Habilidade para viver com o coração aberto
- Conexão mais tangível com a alma
- Maior alinhamento com o seu caminho mais elevado
- Sabedoria
- Habilidade psíquica
- Pureza de mente e coração
- Conhecimento e experiência da ligação entre todas as coisas
- Experiência da paz que ultrapassa toda a compreensão (conhecida no Oriente como samadhi)
- Experiência do poder mágico curativo da graça
- Maior devoção ao Espírito
- Estados de felicidade (conhecidos no Oriente como ananda)
- Níveis cada vez maiores de despertar espiritual, ou iluminação
INVOCANDO A GRAÇA
No trabalho de processamento a graça tem um papel poderoso e essencial. A fusão e a unificação de opostos ocorrem devido ao mistério sutil da graça. Na medida em que você faz o trabalho de integração e o entrega para a graça, ela entra e ajuda no processo de reorganização. Nos métodos de processamento apresentados na segunda parte, você e a graça, ambos, desempenham um papel.
A graça é um aspecto da incompreensível inteligência do universo. Pode até mesmo ser considerada uma expressão de seu Eu Superior, que orquestra as circunstâncias que você, em seu estado limitado, não consegue. Receber graça é como receber um bônus surpresa, apoiando sua situação na vida. A graça vem a você em quantidades enormes, quando seu coração está aberto. O recebimento de graça pode ser uma conseqüência de ausência de egoísmo, de humildade, de bons trabalhos – ou como é conhecido no oriente, bom karma – e de atos de fé. A graça é sua mediante o seu pedido e é um presente – se você estiver disposto a vê-la.
Muitas pessoas vivem a maior parte do tempo de suas vidas pensando que não há nada além do que podem tocar e ver. Elas entram nos jogos e sofrem quedas. Aí, subitamente, chega a hora para considerarem que há algo mais na vida e começam então a buscar. O que procuram, quando começam a pedir mudança, é graça. Ninguém muda sem ela. Transformações ocorrem quando pedimos que a graça entre em nossas vidas e nos ajude a modificar nossas situações limitadas.
A UNIDADE É UM ESTADO SIMPLES
O conhecimento da unidade é essencialmente o que todos buscam. Parece simples, e é. É tão simples que a mente, ativamente engajada em complexidades e em pensamentos agitados, não o encontra. Se você desligar seus pensamentos por um momento, está lá. Para a consciência inexperiente é aparentemente nada, um vazio. Mas é isso o que ele é – aparentemente nada. Ainda assim também é tudo, uma completa contradição, aparentemente. A viagem espiritual diz respeito, principalmente, a estar-se confortável com o paradoxo. O estado unificado contém tudo e é nada em si mesmo.
Os métodos de O Casamento do Espírito são uma forma de criar permanentemente o vazio de pensamento que possibilita o discernimento da presença unificada, muito sutil quando você a contata pela primeira vez, mas tornando-se cada vez mais forte quando a encontra mais e mais. A maioria dos pensamentos surge a partir da bagagem guardada na mente. A mente é desordenada como um velho armário que não foi limpo há anos. Cada experiência, cada trauma, cada esperança, desejo, sonho está trancado como forma de pensamento na mente. Grande parte não é necessária, usada, ou mesmo útil.
Os seres humanos tendem a guardar coisas desnecessárias na mente. Essa velha e excessiva bagagem tende a repassar na mente freqüentemente de forma consciente, mas na maior parte do tempo subconscientemente, bem abaixo de sua consciência superficial. Quando você não tenta encontrar seu eu espiritual tornando-se silencioso e meditativo, percebe que esses pensamentos sinalizam, e sinalizam constantemente. Não importa o quanto tente, não pode desligá-los. Eles não irão desligar-se até que arrume um tempo para limpar o velho material guardado, que é a fonte das formas de pensamento. Esses métodos fazem justamente isto. Eles ajudam a limpar a desorganização e abrem espaço para a presença da unidade ser sentida – tão palpavelmente que eventualmente você a sentirá em seu corpo físico.
RESUMO DO CAPÍTULO
Aqui estão alguns dos principais pontos que introduzimos até agora:
- O Casamento do Espírito é baseado na antigo princípio da unificação de opostos.
- Os ensinamentos dizem respeito à fusão sagrada e alquímica de dois elementos diferentes, criando uma energia nova e unificada, que reflete a unidade básica do espírito.
- O Casamento do Espírito nasce de uma mistura de: psicologia moderna, jnana ioga e ioga tântrico.
- Todos possuem um centro iluminado de consciência que, em última análise, não pode ser descrito, apenas vivenciado.
- Estamos em uma época nova e diferente. Estamos aqui para iluminar o plano físico, o corpo e a personalidade enquanto vivemos e trabalhamos no mundo.
- Este é um novo paradigma conhecido como unidade na diversidade.
- O processamento é uma forma de auto-investigação. Processamos nossa consciência para nos tornarmos límpidos e para o despertar espiritual.
- Você pode prosseguir com o processamento através do exercício contínuo da iluminação até quando quiser – desde a obtenção de sucesso no mundo material até a experiência direta e consciente de nossa natureza divina desperta.
- Existem inúmeros benefícios materiais e espirituais no processamento (vide lista nas págs. 30 e 31 deste capítulo).
- A unificação de opostos acontece através do poder de cura da graça.
- A unidade é o estado simples que todos buscam.
SUGESTÕES PARA TRANSFORMAR A TEORIA EM PRÁTICA
- Se você está curioso sobre como o princípio da unificação de opostos funciona em termos práticos, leia o Capítulo 9 – Polaridades, e mais tarde retorne à Parte Um.
- Quando os opostos são unificados movemo-nos a estados mais elevados de emoção. Para obter uma idéia de onde o trabalho de processamento o levará, medite sobre a lista de estados emocionais elevados no Capítulo 10 da segunda parte – Triângulos.
- Na medida em que você aprende a processar, esteja ciente das mudanças que se manifestam em sua vida interna e externa como resultado. Escreva em seu diário tudo o que perceber.
- Faça afirmações todos os dias em seu diário ou faça algumas preces para convidar a graça à sua vida de uma forma mais profunda e consciente.